14 dezembro 2016

Candidatura do Vinho de talha de Cabeção a Património Cultural Imaterial da Humanidade

Candidatura do Vinho de talha de Cabeção a Património Cultural Imaterial da Humanidade

A Câmara Municipal de Mora assinou, no dia 9 de Dezembro, na Vitifrades, uma carta de compromisso com os demais parceiros, que assinala o arranque da candidatura da produção de vinho de talha a Património da Humanidade.

A candidatura visa salvaguardar e valorizar uma tradição milenar, que se traduz na arte de saber fazer vinho artesanalmente, em talhas de barro, com base em técnicas específicas e que lhe conferem características únicas.

Pretende-se, assim, que esta prática de vinificação, típica da região Alentejo, seja classificada como Património Cultural Imaterial da Humanidade, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

O processo de candidatura envolve um total de seis municípios: Mora, Vidigueira, Aljustrel, Cuba, Moura e Marvão, e cinco instituições alentejanas: Entidade Regional de Turismo do Alentejo/Ribatejo, Direcção Regional da Cultura do Alentejo, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) e a Vitifrades, Associação de Desenvolvimento Local. Envolvidos estão também os produtores deste bem a classificar. A elaboração desta candidatura terá início em 2017, prevendo-se que a sua apresentação à UNESCO aconteça entre o final do ano 2018 e princípio de 2019.

No Concelho de Mora, Cabeção é a freguesia que preserva esta tradição milenar da produção de vinho em talha de barro. A vinha faz parte da beleza natural da Vila, e muitas são as casas onde existem antigas adegas, cujas talhas de barro contam com séculos de história.

É em virtude desta tradição que a Câmara Municipal de Mora e a Junta de Freguesia organizam há 22 anos consecutivos, no segundo sábado do mês de Dezembro, a Prova de Vinho Novo de Cabeção. 

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