Moinhos de água da Arieira e do Madeira

Localizam-se nas Herdades da Ordem (Moinho da Ordem) e da Gonçala (Moinho da Arieira e do Madeira). Os Moinhos da Arieira e do Duque ficam na margem esquerda da Ribeira da Seda, distando o Moinho do Duque cerca de 700 metros do Moinho da Arieira. O Moinho da Madeira fica na margem esquerda da mesma ribeira.
 
Apesar de se tratar de um local rural e isolado, é aprazível. Transmite harmonia com o espaço envolvente, podendo-se desfrutar de uma ampla paisagem. A época de construção será os séculos XVIII / XIX. Atualmente encontram-se devolutos, no entanto a sua utilização era inicialmente agrícola e industrial.
 
Trata-se de um conjunto de três estações de moagem totalizando cinco moinhos de água, de rodízio, alguns de submersão (Moinhos do Duque e da Arieira), cada uma delas composta por 1 ou 2 moinhos e pelas infraestruturas de apoio constituídas pela Casa do Moleiro, Casa do Forno e Armazém. São estruturas robustas, por vezes de ângulos boleados, destinadas a submersão parcial ou total durante o inverno, desmontando-se então as moendas, excepto as mós, que eram reinstaladas logo que as águas baixavam. Os moinhos apresentam planta rectangular, disposta longitudinalmente, com entrada única, individualizada, aberta numa das faces menores, excepto num dos dois moinhos do Moinho do Madeira, com entrada aberta na extremidade de um dos lados maiores. Alçados de alvenaria de pedra argamassada, com ou sem tijolo, revestida com fortes rebocos de cimento nos Moinhos da Arieira e do Duque, reforçados a vazante por contrafortes em rampa entre os quais se abrem os caboucos; coberturas exteriores em abóbada, de alvenaria pétrea argamassada, rebocada ou não, de diferentes perfis: plano no Moinho do Madeira, de duas águas curvas nos do Duque e Arieira; os interiores apresentam alçados rebocados e caiados, com coberturas em abóbada de canhão munidas de respiradouro; a iluminação é feita por pequenas aberturas quadrangulares, no máximo duas por moinho; os pousos (mós fixas) assentam em bases de alvenaria de pedra e tijolo argamassada. As Casas do Moleiro apresentam uma tipologia única, com ligeiras variantes, relacionadas com a dimensão dos respetivos agregados familiares: dispostas paralelamente aos moinhos e a eles viradas, apresentam coberturas em telhado de uma água, alçados de um único registo, rasgados os principais por porta simples, de acesso à divisão principal, a sala, e os laterais por porta idêntica de acesso à cocheira localizada sempre na fachada traseira; no interior a sala com lareira, pial dos cântaros e cantareira; comunica diretamente com o quarto, pequeno, com ou sem pequena janela de iluminação; a cocheira comunica com o quarto do moleiro através de pequena janela e apresenta a manjedoura sempre no alçado traseiro; a casa do Forno fica adossada ao alçado lateral (exceto no moinho do Duque onde aparece isolada); esta planimetria base pode depois ser simetricamente duplicada como no Moinho da Arieira que apresenta duas Casas do Moleiro agregadas num único corpo, partilhando de chaminé e cocheira comuns, e com uma única casa do Forno; no Moinho do Madeira temos um corpo central articulando as duas salas, e duas casas do Forno, uma em cada fachada lateral.
Moinhos de água da Arieira e do Madeira

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