Festival “À Flor da Pedra” reuniu criação artística em memória do território
Atualizado em 26/05/2026
publicado em 26 de May de 2026
No dia 23 de maio, a Associação Monte da AmOrada promoveu mais uma edição do Cruzamento de Linguagens “À Flor da Pedra, Festival de Convergências II”, um encontro dedicado à criação artística, à memória e à valorização do território, que decorreu entre o Monte da AmOrada, o Miradouro de Brotas e o Largo da Igreja de Nossa Senhora de Brotas.
Ao longo de todo o dia, participantes e visitantes, foram convidados a explorar diferentes formas de expressão através de um programa diversificado que colocou em diálogo a palavra, a voz, a arte visual, a tradição oral e a música. O workshop de escrita “Contos e Pedras”, orientado por Candela Varas, abriu espaço à imaginação e à criação literária inspirada na paisagem e nas histórias do lugar. A exposição-instalação de Mariana Espadaneira trouxe uma nova leitura da relação entre matéria, território e identidade, enquanto o workshop de voz “Do Corpo à Pedra”, conduzido por Mariana B. Camacho, proporcionou uma experiência de descoberta das potencialidades expressivas do corpo e da voz.
Um dos momentos mais marcantes da iniciativa aconteceu no Miradouro de Brotas, com a sessão de narração oral “Pedra, osso da terra”, apresentada por Ana Sofia Paiva e enriquecida pela voz de Mariana B. Camacho. O encerramento teve lugar no Largo da Igreja, ao som do concerto de Edgar Valente, num ambiente intimista.
Mais do que um festival, “À Flor da Pedra” afirmou-se como um espaço de encontro entre linguagens artísticas, património, natureza e comunidade, reforçando a missão da Associação Monte da AmOrada de promover a cultura e a participação através da criação contemporânea enraizada no território.